Boa noite ae
Ta aí o primeiro texto dos muitos que iram aparecer por aqui.
Não só textos mas também, montagens e fotos que venham surgir apartir de hoje.
Podem criticar a vontade.
Um tanto quanto diferente.
É complicado dizer o que está acontecendo. Fecho o olho e me imagino desaparecendo no mundo, deixando tudo para trás, vivendo a minha vida, sozinho. A vontade é de sumir. Não é sumir pra ficar a toa, ser um vagabundo. É sumir pra fazer o que der vontade, fazer o que eu penso ser bom, correr atrás do que e de quem eu quiser. Ser eu, simplesmente eu, sem influência de nada nem ninguém, ser o que eu tenho vontade de ser. Não estou falando de profissão, porque não adianta ser bem sucedido e não ser feliz. O importante não é ter tudo e sim ser tudo, realizar tudo, é isso que eu quero, é isso que eu estou pensando o tempo todo ultimamente. Se talvez as pessoas fossem um pouco mais compreensivas com as opiniões dos outros, se ao invés de dizer: ‘você é louco não tem juízo algum, que idéia é essa?’ elas retrucassem apenas com um ‘discordo de você, mas boa sorte e se precisar de ajuda para alguma coisa que esteja dentro dos meus poderes, pode contar comigo’.
Às vezes é intrigante ver como que com certas pessoas uma conversa de trinta minutos é um martírio, vira briga ou discussão e com outras, um dia ou uma noite inteira de conversa jogada fora é um descanso pra alma, um alívio para o espírito. Não que as pessoas difíceis de entender sejam menos importantes, muito pelo contrario ainda mais se for caso de ser pai ou mãe, ou como qualquer amizade, mas talvez eles não reparem que pai, mãe e filho também deveriam ser amigos e deveriam ter uma amizade mais forte ainda do que a amizade de amigos.
Amizades que são feitas durante a vida, de trocar confidencias, sem o julgamento critico, como se você tivesse que ser perfeito ou algo próximo disso! Mas se você mal consegue conversar, como você vai contar um segredo?Como vai contar uma história engraçada, uma loucura, um problema que está te fazendo mal? Vai tentar contar um plano que você tem de vida que talvez seja diferente do que seus pais pensam para você. Consegue imaginar a situação? A guerra que você assinaria dentro de casa? Entraria novamente a questão da opinião. Eles podem não achar que o que você esta pensando é certo, mas de forma alguma eles podem te obrigar a mudar de opinião, podem falar o que eles pensam, mas você tem direito, de mudar sim de opinião, quando você achar que deve, que está na hora de mudar. Aí vem alguém e indaga: ‘ mas e se for tarde demais?’ eu diria: ’ tudo tem um risco calculado, do mesmo jeito que ocorre quando você tenta aprender andar de bicicleta quando é criança, seus pais sempre dizem, ‘ pra aprender você vai ter que cair’ e te deixam livres pra aprender, e se em uma dessas tentativas você sofrer um acidente? Pode ser um ‘tombinho’ de nada, mas e se não for? Eles vão chorar pro resto da vida? Vão se matar? Vão tentar matar alguém? Jogar a culpa em alguém? Aposto que vão simplesmente aprender!
Os erros servem para isso, servem de aprendizado. Se não for você quem vai aprender, alguém vai tirar uma lição do acontecido, mas sempre alguém aprende.
Muitas pessoas já fracassaram na vida porque ficaram com medo de ousar, de tentar ser diferente, fugir do normal, do óbvio, do previsível, do mesmo jeito que muitas também tiveram sucesso ao manter uma linha de pensamento, onde deixaram de fazer uma coisa para conseguir outra. Mas e as pessoas que tentaram de tudo e tiveram sucesso? Com certeza elas não conseguiram tudo que queriam, mas fizeram tudo que tiveram vontade de fazer, e com as tentativas que não deram certo eles aprenderam e continuaram a tentar e por fim conseguiram ser felizes ou estão até hoje felizes por estar fazendo tudo que tem vontade de fazer. Que fique claro que esse trecho: ’tudo que tem vontade de fazer’ não é nenhum absurdo, quem nunca teve vontade de encher a cara, beber até cair? Sair pra rua sem planos de voltar cedo? Quem nunca teve vontade de tentar a vida em outra cidade, em outro estado ou até mesmo em outro país? Sair da rotina? Tirar um dia de folga e dormir o dia todo, ou não tirar folga e virar a noite em um projeto, um empreendimento, ou até mesmo em uma noitada, gandaias e depois ir trabalhar esgotado de cansaço?
São coisas simples que qualquer ser humano pode ter vontade, e muitas vezes não fazem com medo da repreensão, do julgamento alheio. Se esquecem que todas as pessoas no mundo podem pensar algo de você independente do que você faça. Uns vão pensar bem, outros mal e pra outros o que você fizer nem vai fazer diferença. Para quem pensa bem ou mal de você: será que realmente te conhecem? Será que convive o suficiente com você para saber da sua conduta, da sua índole, do seu caráter? Será que sabe dos seus problemas, do seu passado, do que você quer para o futuro?
Já pensou se para ter uma amizade você precisasse preencher uma ficha de cadastro?
Qual seu nome? Data de Nascimento? Você gosta de que? Faz o que da vida? Seus pais são vivos? Você mora com eles? Eles são tranqüilos ou ‘pegam no seu pé’? Você bebe? Você fuma? É usuário de drogas? Tem AIDS ou alguma DST? Você é heterossexual? Você tem pré-conceito com alguma coisa? Você é pobre? Qual a sua renda mínima? Imagine se logo de cara todas as respostas fossem diferentes do que você costuma escutar. Você aceitaria a pessoa como seu (sua) amigo (a)? Complicado? Pediria um tempo para pensar? Pediria uma consultoria de alguém “especializado” para te ajudar a escolher um amigo?
Essas perguntas todas da possível ‘ficha cadastral’ não fazem diferença alguma. O que importa é se a pessoa te trata bem, se a pessoa compartilha os problemas e as alegrias com você, se ela entende sua situação, te ampara, te coloca pra cima, compra suas brigas, briga com você quando você faz algo que não a agrada, mas logo depois fica tudo bem. Ao longo do tempo que você vai conhecendo a pessoa e se realmente for criando uma relação de amizade, tudo que ela tem de “diferente” deixa de ter importância. Você aprende a conviver com as diferenças, as brigas vão fazer parte, até com elas você vai aprender a conviver.
Agora se imagine ao invés de “recebendo fichas” você estivesse participando de um “processo de seleção” pra ser amigo de alguém. Você mentiria? Responderia o que você acha que a pessoa gostaria que um amigo tivesse ou fosse? Omitiria? Deixaria de ser o que você realmente é? Perderia sua identidade? Abriria mão das coisas que você gosta pra agradar uma pessoa que você nem sabe do que realmente gosta? Seria uma situação mais complicada ainda. Você deixou de ter a faca e o queijo na mão e passou a ser só o queijo. Se seu “sabor” não agradar você vai pro lixo. Enfim, amizade não se escolhe por uma lei definida. Amizade se escolhe com o coração, com um sentimento puro de entender e aceitar as diferenças do outro, por quem você conta as horas pra estar perto, pra conversar, brincar, ajudar. Amizade você vai ter com todos aqueles que te deixam verdadeiramente feliz por estar vivo e poder compartilhar todos os momentos.
Não quero que ninguém siga o que estou escrevendo, mas se tudo que eu escrevi deixar alguém feliz quero que essa pessoa seja feliz, realizada com o que faz e se o que faz é diferente, tenha orgulho de ser diferente, se todos fossem iguais a vida perderia a graça. Que bom que nem todo mundo pensa como eu e que bom que eu penso diferente deles, mas é uma pena que nem todo mundo aceite as pessoas diferentes.
Afinal
“felizes são os loucos que vivem pouco, mas vivem como querem!”
Daniel Ruffo
16 de Agosto de 2010.