sábado, 21 de agosto de 2010

Quem tem olhos que leia, mas quem tem opinião, que escreva!

Mais um ano eleitoral em nosso país, com candidatos novos, com os velhos conhecidos do povo e com os partidos que dominam tudo desde que minha falecida avó andava de bicicleta. Será que dessa vez muda alguma coisa? Será que dessa vez nosso voto vai fazer a diferença? Será que seu candidato, caso ganhe, vai fazer tudo que prometeu, ou vai ser só ‘mais um João’?
Essa semana começou a propaganda eleitoral obrigatória. Como será que está a audiência? Eu particularmente já não vejo TV com a programação normal, agora muito menos. Propaganda eleitoral virou quase uma ‘Show de Comédia’, ou algo próximo disso. Alguns até fazem umas piadas que além de engraçadas, tem um certo ponto critico interessante, fundamentado, inteligente até. Um exemplo disso, durante a semana recebi um email com o slogan do Tiririca, que eu nem sei candidato a que ele é, e pouco me importa, mas ele quase conseguiu meu voto com o slogan de campanha dele: ‘Vote no Tiririca, porque pior do que está não fica!’. Perfeito! Mas você votaria? Já imaginou um candidato que já entra no poder pensando que ‘pior do está não fica’? Pelo menos ele está falando uma verdade, as coisas só pioram agora se quem entrar lá vender o país a prazo no carnê e ainda por cima pra outro país de terceiro mundo, subdesenvolvido.

Política parece ser uma ‘doença’, é impressionante como a maioria dos candidatos que tomam o poder teimam em roubar dinheiro do povo. E o que me deixa mais indignado é como que boa parte do povo não enxerga isso. Hoje em dia quem se candidata não o faz pensando em ajudar o povo, eles querem é fazer um ‘pezinho de meia’, garantir o futuro da família, dos parentes, etc. e tem sempre um bobo que acredita nas promessas e vota no dito cujo. Nas ultimas eleições aconteceu uma situação inusitada que infelizmente eu tive que presenciar. Um candidato conhecido no em um bairro próximo ao meu bairro, que por sinal eu nunca tinha visto e muito menos ouvido falar, se candidatou a vereador se eu não me engano. O cara simplesmente virou um cristão assíduo da igreja perto da minha casa, até seminário e palestra sobre religiosidade ele fez. Virou amigo de todo mundo, por fim eu até enjoei da cara dele, de tanto que o via. E ele fez uma ‘campanha’ tão forte que só faltou o pároco pedir voto pra ele durante a homilia, por que os cristãos da igreja já estavam todos convencidos que ele era ‘O Candidato’. Coitados, pobres de opinião. No fim da história, o tal Cristão Palestrante Religioso Assíduo Amigo de Todo Mundo e Candidato a Vereador perdeu as eleições. Deu vontade de ir lá à frete da igreja no final da celebração e perguntar pro povo: ô gente cadê o fulano? Lembram dele? De quando ele candidatou e ficou rodeando todo mundo pra conseguir voto? Lembram que até palestra sobre coisas de Deus ele deu? Onde que ele está agora? Eu não o vejo mais, não me procurou mais para saber meus planos para o futuro, se eu vou precisar de alguém ‘influente’ na política. O cara hoje voltou a ser um ‘Zé Ninguém’, me desculpe pelas palavras, mas hoje em dia ele ‘não fede nem cheira’, passa pelo povo da igreja como se eles nem existissem pra ele. Eu tenho certeza que isso não acontece só no meu bairro, isso acontece em todos os lugares no Brasil e no mundo, mas parece que ninguém percebe isso e é uma coisa que está tão escancarado pra todo mundo ver.

O TRE faz uma campanha absurda em todas as eleições, falando que o voto é importante, pra ninguém votar em branco ou nulo ou deixar de votar. Em partes eu até concordo que votar é importante, apesar de que se é direito de todo mundo, ninguém deveria ser obrigado a votar. Mas porque que temos apenas o direito de colocar alguém no poder? Aí vem um e fala: ‘Mas nós podemos tirar sim quem tiver no poder!’ Só me resta a perguntar: Como!? O Fernando Henrique ganhou para presidente, a inflação foi lá no topo, todo mundo reclamou absurdos dele, mas ele não saiu do poder e ainda por cima ganhou as eleições seguintes e ficou por mais quatro anos. Entrou o Lula, pouco mudou, diga-se de passagem, e ele ficou quatro anos com o povo falando que o Lula era burro etc. ele ganhou as eleições seguintes e rolou até um boato agora no final de 2009, para estender o mandato dele. Se em oito anos ninguém o tirou de lá, com doze alguém tira? Com dezesseis alguém tira? Na minha opinião eleições deveriam ser de dois em dois anos, se o cara que está lá estiver trabalhando bem, que ele ganhe para ficar mais dois anos, mas se ele não está agradando, que saia e entre outro para tentar fazer melhor. Alguém vai falar: ‘Mas dois anos é pouco tempo para mudar alguma coisa. ’ Eu pergunto: O que mudou nos últimos oito anos? Da vontade de rir quando falo isso. O povo não tem que esperar quatro ou oito anos para que mude algo para melhor no nosso país, quem estiver no poder é que tem que correr atrás, batalhar lá pra conseguir algo melhor, que seja oito, quatro ou até mesmo dois anos. O tempo que durar o mandado não importa, tem que fazer pra hoje, ‘pra ontem’ como dizem os mais experientes.

Já esta na hora do povo tomar uma atitude, se oitenta por cento da população que vota, o fizesse em branco ou nulo, alguém ia se perguntar lá em Brasília: Opa! O que está acontecendo? Onde estão àqueles infinitos votos da ultima eleição? Oitenta por cento em branco/nulo? Todo mundo ficaria boquiaberto com a situação. Será que o atual presidente mandaria a policia prender todo o povo que votou em branco? Mas meu voto é secreto ninguém pode investigar se eu votei em alguém ou branco/nulo para me prender e votar em branco é direito de qualquer um, se não fosse pra votar, não deviam colocar aquela tecla branca na urna eletrônica. Se mandasse prender o país iria parar e iam ter que construir inúmeros presídios. E quem ia construir? Se esses oitenta por cento votassem em branco ou nulo, a única coisa que iria acontecer é que a câmara junto com o TRE estudaria projetos de lei para as próximas eleições. Ou passaria a ser proibido votar em branco e o voto seria terminantemente obrigatório, sujeito a prisão ou então mudaria a forma de eleição no país. A última por sinal a mais sensata, seria a única que surtiria efeito positivo no país.

Mas isso tudo que eu escrevi vai demorar a mudar, se continuar a existir o imenso poder dos partidos políticos existentes no Brasil. Podemos até conseguir mudar, mas o país inteiro teria que se unir de uma forma que nunca aconteceu antes na história.

Não quero que ninguém vote em branco ou nulo porque leu esse texto, mas se achar que não vale à pena confiar em alguém que só aparece nas épocas de eleições, vote em branco e tenha certeza de que pelo menos você não está contribuindo para os escândalos e roubalheiras que estão acontecendo na nossa política.



Quem tem olhos que leia, mas quem tem opinião, que escreva!










Daniel Ruffo
18 de Agosto de 2010.

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